Perdi a noção do tempo
que já perdi irremediavelmente torturado pelas lágrimas,
as vezes que desejei não existir nem permitir à alma
sentir tanta dor como a que ainda hoje sente.
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Sou como árvore no Outono, que perde as suas folhas,
mergulha na solidão gelada e nua dos seus ramos
e tem apenas por companhia o vento que ignora a nostalgia.
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Caem as folhas, corações de um apenas, de uma cor pálida,
de um sangue que fervilha dentro do corpo, se arremessa
contra carne, que protesta e sibila, mas não obtém resposta.
Obtém sem palavras: a dor. A dor da ausência.
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A dor da ausência escrito em segunda 20 abril 2009 18:26
Eu sou.. escrito em segunda 20 abril 2009 17:30
Sei lá! Sei
lá! Eu sei lá bem
Quem sou? um fogo-fátuo, uma
miragem...
Sou um reflexo...um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém
Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá
quem!...
Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro...
Uma chaga sangrenta do Senhor...
Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...

